quinta-feira, 30 de agosto de 2018

5 É MAIOR QUE 7

     O BRICS ( Brasil,Rússia,Índia,China,África do Sul ) abriga quase metade da população mundial e dispõe de uma potencialidade econômica em condições de estabelecer as regras do jogo do comércio e da economia mundial. A presença desse bloco na conjuntura da política internacional tem um peso determinante no processo produtivo do grupo das 7 maiores economias do mundo, o G-7, composto por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Japão e Itália, diferentemente, sua população está em torno de 500 milhões de habitantes. As riquezas minerais comercializadas pelo BRICS são destinadas, a grosso modo, para o G-7, destinadas aos projetos avançados estratégicos e que acabam contribuindo para a formação do estoque de patentes vitais.
     A era da incerteza paira sobre o mundo desde o início do século XX, ela tem a um pano de palco ideológico que encobre, verdadeiramente, a disputa entre as forças que dominam o desenvolvimento tecnológico contra os donos dos recursos naturais e produtores de matérias primas.
     O senhor Alan Greenspan, ilustre presidente do Federal Reserve (FED) dos Estados Unidos, em seu livro " A era da turbulência " entendia que haveria um processo ativo da democracia sobre a economia e que as forças do mercado seriam capazes de globalizar o desenvolvimento. No entanto, não atribuía ao protecionismo nacionalista as forças não mercadológicas, mas que são competentes o suficiente para alterarem as regras do jogo, que convenhamos, não tem nada de democrático. 


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

COMO SE CONSTRÓI O ATRASO

     Como foi possível o Brasil abandonar a educação dos jovens ! As gerações que hoje estão impedidas de conquistarem sua educação, estão em verdade, deixando para o futuro do País um diagnóstico antecipado dos males do atraso. A evasão de 41% do ensino médio brasileiro tem um efeito desastroso, a saber, pelo conselho da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de que "entre a sala de aula e o trabalho está a delinquência". Esse contingente da juventude ficará afastada de toda a oportunidade qualificada, em outras palavras : é um acervo de inteligência jogado pelo ralo, perda que faz falta, sem dúvidas, no desenvolvimento de qualquer país,e, é uma perda que não se recupera.
     Nós, brasileiros, ainda acreditamos que haja alguma ideologia política capaz de salvar, apenas pelo discurso, a condição de pobreza da nossa educação. Não existe outro objetivo social para o País a não ser gastar o pouco que tem em educação ou continuar pobre.
     A juventude é o grande projeto !
     

domingo, 26 de agosto de 2018

AS VELHAS IDEOLOGIAS CADUCARAM

     A partir do século XIX surgiram indisfarçáveis preocupações no plano teórico que defendiam tanto o pensamento da maior interferência do Estado como a liberdade dos agentes econômicos, achando que o liberalismo traria um sentido democrático para a formação da renda e da distribuição social da riqueza.
     O transcorrer da história e a evolução da  economia, mudaram os conceitos. Um novo muro foi construído pelas modernas necessidades de produção que dividiu as opiniões sobre os fundamentos que interligam o investimento dirigido, a livre concorrência e a corrida pela produtividade, em geral, mascarados por dumping, subsídios e cartéis.
     Com a identificação dessa realidade, as políticas governamentais passaram a adotar posições de protecionismo, pragmáticas com uma nova ordem harmônica da economia. Dizemos que ela é invisível, como uma arpa afinada, como se fosse extraída de um sentido apurado, assim emerge um capitalismo nacional social post-marxista, projetá-se o fortalecimento da industria nacional e das representações sindicais.
     Fundiram-se as doutrinas e entendemos finalmente que sempre estivemos diante da necessidade humana em busca da justiça e da felicidade. 

sábado, 25 de agosto de 2018

O TRIUNFO DO CAPITALISMO, MITO OU VERDADE ?

     No momento conturbado que passa o mundo, o Brasil parece estar em uma posição de "outside ", a pressão cambial não tem ainda o efeito de curto prazo na economia. Apesar de favorecer as exportações das commodities a economia brasileira tem um índice de dolarização muito alto, para um estágio de elevado nível de desemprego uma recuperação da inflação traria maiores dificuldades para o governo.
     O estranho, para não dizer contraditório, é que o pleno emprego da atual economia americana pressiona o consumo e a oferta de preços, sinalizando a interferência do FED (Federal Reserve) na taxa de juros. Essa tendência representa uma expectativa ruim para o câmbio brasileiro no momento, para os pagamentos de dívidas em dólar.
     Enquanto isso, existem as dívidas internas do setor público e privado. A dívida pública esta contida em todos os programas de governos dos candidatos à eleição presidencial de outubro deste ano, as opções são várias, todavia, a meu ver, não existe opção de pagamento de dívida pública sem redução de despesas, aumento de arrecadação ou por aumento de impostos.
     E a dívida do setor privado ?
     É tão abrangente no sentido do risco quanto a dívida pública, se as famílias estão próximo dos 60% do endividamento, com todos os agentes econômicos "capengando", a alternativa salvadora seria reativar o setor empresarial. Porém, o setor da produção acumula uma dívida de mais de meio trilhão de reais. Sem abordarmos possíveis diagnósticos, não se pode negar que tamanha dívida depende de acordos. Isso tem sido negociado no Congresso Nacional, em ano eleitoral de forma inoportuna, porque o projeto de refinanciamento não pode ser lançado no colo do legislativo futuro.
     Qualquer que seja a forma de pagamento do principal da dívida do setor empresarial, o governo deve considerar como alternativa plausível, pois é o caminho para gerar empregos e as famílias pagarem suas dívidas. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

PREVIDÊNCIA SOCIAL NÃO SE COMPRA NA FEIRA

     A previdência social significa a poupança garantida do futuro do trabalhador na aposentadoria. A certeza da garantia no futuro não existe, em função é claro, do uso das contribuições em um mundo de negócios de enorme volatilidade e de um sistema de regulamentações sempre de perfil transitório.
     A quebradeira nas administrações públicas dos fundos de previdência no mundo inteiro reflete a irresponsabilidade da gestão de gastos dos governos, vale ressaltar que a dívida pública mundial gira em torno de uma construção de desmandos da ordem de 300 trilhões de dólares. Assim foi jogado encima do trabalhador um calote criminoso sobre a paz social da velhice. Como a gestão pública é corruptível e pródiga, as preocupações dos trabalhadores quanto ao futuro, estão fazendo que suas poupanças sejam transferidas para fundo abertos de previdência. Mas, qual é o combustível que alimentará essa opção de investimento de longo prazo no mercado de renda variável ?
     O mercado de capitais é regulado pelos Bancos Centrais, além de praticar a política monetária, acompanha o equilíbrio do fluxo financeiro, não permitindo que determinado segmento se transforme em uma bomba de efeito retardado. Por isso, os fundos abertos de previdência estão expostos também às flutuações e incertezas de mercado.

sábado, 18 de agosto de 2018

UMA NOVA IDEIA DE PREVIDÊNCIA

     Um dos grandes problemas atualmente são as políticas de previdência que não conseguem equilibrar suas contas, o fluxo de entrada e saída está sem um diagnóstico de estrutura, contendo-se na interpretação financeira e nas flutuações do mercado de emprego. Contudo, entendo que a previdência está se defrontando com distanciamento entre o mercado de fatores de produção que a família oferece e a procura de bens, serviços e renda do sistema produtivo que a família depende.
     Essa correlação  está sendo invadida por um elemento antropomorfo gerado por uma tecnologia que atropela a própria realidade e faz com que o Estado perca as rédeas da condução da economia.
     Por causa disso e diante disso, também entendo que é o momento de se pensar no salvamento da previdência social, observando-se novo fundamento de contribuição, ponderando a parcela substituída  da produção humana que seria produzida pela atividade robótica, para se calcular um valor devido.
     A contribuição da previdência social deve seguir por outros caminhos, explorando-se a produção da tecnologia como se fosse a produção da mão de obra humana. O eixo família e empresa precisa de produção e consumo para gerar riqueza, ou será a destruição da sociedade organizada.     

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O ROBOT TEM QUE PAGAR PREVIDÊNCIA

     O mundo dos desempregados espera que os proprietários dessas máquinas tenham um novo compromisso fiscal por uma "lei inovadora" de contribuição da previdência, sobre um valor devido, correspondente ao aumento da produtividade a partir da introdução da tecnologia que retirou do processo produtivo a mão de obra humana.
     A revolução da automação e robótica mudou a economia mundial em todos os setores e essa tendência não aceita mais nenhum retrocesso. Com efeito, os sistemas de produção tecnológicos serão responsáveis cada vez mais pelas pressões sindicais desvalorizadas e com as manifestações das classes de trabalhadores. A solução que garanta a paz social não virá mais pela pressão tributária sobre quem ainda trabalha, entendo que a justiça sairá da cobrança da previdência sobre a produção realizada pela tecnologia que extinguirá as tarefas do homem ainda neste século 21.